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Reportagem no OESP sobre Protocolo de Madri de 18 de março de 2006
 
Brasil não está pronto para protocolo de Madri

Ana Paula Lacerda

Mesmo empresas de grande porte se mostraram ontem cautelosas ao discutir no 2.º Seminário Internacional sobre o Protocolo de Madri, em São Paulo. "Parece ser um processo muito bom, mas no momento o Brasil não está nas condições ideais para que o adote", disse o diretor jurídico da Natura, Antonio Carlos Siqueira. O Protocolo de Madri é um acordo que determina que uma marca registrada num país participante também pode ser registrada nos outros de forma praticamente automática, com custo menor que o processo atual - de fazer um registro em cada país. Nos Estados Unidos, 1% dos registros de marca (cerca de 2 mil por ano) são feitos pelo protocolo.

O Brasil já foi assinante do acordo, mas deixou na década de 30. "Isso porque a vinda de marcas para o Brasil era muito maior do que a ida", explica o presidente da Associação Paulista da Propriedade Intelectual, Clóvis Silveira. "Hoje a situação seria a mesma. Quantas empresas brasileiras têm condição em levar suas marcas para mais de 50 países?" Para Silveira, o caminho inverso seria muito mais intenso.

Siqueira disse que para a Natura o protocolo não atende a suas intenções de globalização com foco na América Latina, pois nenhum país da região participa do acordo. "E a adoção hoje iria tornar mais lento o processo de registro, que leva cerca de 6 anos no Brasil e aumentaria com o maior número de marcas chegando." Caso as condições mudem, ele vê vantagens. "O custo de depósito cairia 34% ."
 
 
 
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